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INTEGRIDADE

"Quem anda em integridade, anda seguro..." (Provérbios 10.9)

Jó, tornou-se "o maior de todos os do Oriente" (Jó 1.3). Ele era "homem integro e reto" (1.1).

Daniel distinguiu-se entre os seus pares (presidentes e sátrapas) que, com inveja, "procuravam ocasião para acusar a Daniel a respeito do reino; mas não puderam achá-la, nem culpa alguma; porque Danel era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa" (Daniel 6.1-4).

Algo parecido aconteceu com José, a quem Potifar confiou todo o seu reino. José era confiável!

Esses homens não eram grandes pregadores, não tinham grande capacidade retórica, nem eram perfeitos. Mas eles eram íntegros! Integridade foi a marca do ministério de cada um deles e a razão da excelência do seu trabalho no Reino de Deus.

Obviamente a igreja se alegra com algumas características dos seus líderes tais como boa oratória; capacidade administrativa; humor; visão; determinação; força de vontade, etc. Como líderes, nós temos maior ou menor habilidade em cada uma dessas áreas. Integridade, porém, não é negociável.

Na verdade, integridade é o que qualquer empresa espera de seus funcionários; é o que os pais procuram cultivar em seus filhos e filhas; é o que esperamos de profissionais com os quais lidamos no nosso dia a dia, tais como médicos; professores; vendedores. 

Mas acima de tudo, é o que Deus requer daqueles e daquelas que são chamados/as para liderar o seu povo.

Homens como Jó; José e Daniel andaram em integridade nos piores e nos melhores momentos de suas vidas. E porque andaram em integridade, andaram seguros!

Você e eu, com a graça de Deus, também podemos andar em integridade e andar seguros.

No amor de Jesus,

Bispo João Carlos

PERCEPÇÃO VERSUS REALIDADE

"Também conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que o não beijou" (I Reis 19.18).

Um dos maiores e mais conhecidos atos do profeta Elias aconteceu exatamente no Monte Carmelo onde, a seu pedido, Deus enviou fogo do céu incendiando o altar. Em seguida Elias destruiu 400 profetas de Baal.

Logo após aquele ato milagroso Elias foi forçado a fugir porque Jezabel (esposa do rei Acabe e uma adoradora de Baal) jurou que o mataria por causa do que ele havia feito.
Elias entrou em profunda depressão depois desse evento. Ele fugiu para o deserto e, sentando-se debaixo de um zimbro, pediu a Deus que tirasse sua vida.

No seu desencorajamento ele imaginava ser o único profeta de Deus que ainda restava com vida.
A percepção de Elias, porém, não era realidade. Sua percepção da realidade estava distorcida por causa do cansaço e da depressão. Deus informou Elias de que de fato havia 7.000 representantes dele na terra que não haviam se dobrado a Baal.

Essa história é narrada em I Reis nos capítulos 18 e 19.
Pense nisso: Elias está pensando que ele é o único homem de Deus que sobrou naquela terra. Deus, porém afirma que existem 7.000 homens. Que tremenda discrepância entre a percepção de Elias (um homem de Deus) e a realidade comunicada pelo próprio Deus. E Deus está afirmando que ele mesmo conservou aqueles 7.000 homens.

Isso também pode acontecer com você e comigo. Olhamos a nossa situação e concluímos, baseados nas circunstancias e nos sentimentos, que a realidade é dessa ou daquela forma. Deus, porém, está nos dizendo: ?Não, você não está vendo o que eu estou vendo, ou o que eu sei, ou o que eu estou fazendo. A situação é bem diferente do que você está percebendo?.

Tenhamos cuidados com as nossas percepções e nossas conclusões. Quando ansiosos/as, busquemos conselho de homens e mulheres de Deus. Peçamos a Deus que nos revela a visão DELE sobre a realidade, de tal forma que nossas decisões possam redundar em bênçãos para nós e para aqueles/as que nos rodeiam.

No amor de Jesus,

Bispo João Carlos

NÃO SEREI CONFUNDIDO

"Porque o Senhor Jeová me ajuda, pelo que não sou envergonhado; por isso, pus o meu rosto como um seixo e sei que não serei confundido" (Isaías 50:7)

Os comentários bíblicos consideram essa afirmação de confiança e fé como parte de uma profecia messiânica relacionada a Jesus. Creio, porém, que pode ser aplicada às nossas vidas também. São quatro frases distintas, cada uma delas construída a partir da anterior. 
"Porque o Senhor Jeová me ajuda": A palavra hebraica traduzida como "ajuda" tem, em sua raiz, o significado de "rodear", "proteger". A segurança fundamental que temos como filhos e filhas de Deus é a segurança de sua constante ajuda e de seu constante cuidado. 
"Pelo que não sou envergonhado": O significado original da palavra traduzida como "envergonhado" é "ferido emocionalmente", "insultado" ou "desgraçado". 
"Por isso, pus o meu rosto como um seixo": A palavra "seixo" transmite a idéia de "consistência", "determinação". É uma proclamação de determinação baseada nas duas verdades anteriores. Jesus demonstrou essa atitude em Lucas 9:51: "E aconteceu que, completando-se os dias para a sua assunção, manifestou o firme propósito de ir a Jerusalém". Nós também precisamos dessa determinação. A certeza da proteção do Senhor nos livra do medo e da covardia. 
"E sei que não serei confundido": Note a segurança expressa na expressão "eu sei". Não é apenas sentimento. É convicção baseada em experiências vividas anteriormente. 
Oro para que Deus dê ao corpo pastoral e à liderança da Sexta Região, essa mesma convicção de fé para enfrentar o trabalho e as lutas durante o ano de 2017.

No amor de Jesus,
Bispo João Carlos

DIFERENÇAS: BÊNÇÃO OU PROBLEMA?

"Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos. Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; não será por isso do corpo? E se a orelha disser: Porque não sou olho não sou do corpo; não será por isso do corpo? Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde estaria o olfato? Mas agora Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis" (1 Coríntios 12.14-18).

A Igreja em Corinto tinha um problema. E o problema não eram as diferenças, mas como os/as discípulos/as que formavam aquela igreja respondiam à essas diferença.

Aparentemente pensam que a melhor maneira de lidar com as diferenças fosse eliminando-as, forçando todos a agir da mesma maneira ou excluindo (ou demonizando) aqueles/as que eram diferentes. Agiam assim porque viam as diferenças como problema.

Na verdade, nosso chamado para fazer discípulos de todas as nações exige que gastemos tempo com pessoas que são diferentes de nós. Deus está interessado na salvação de todas as pessoas e de todas as nações. Esse fato, por si só exige que aprendamos a apreciar as diferenças, já que diferentes pessoas em diferentes lugares agem de diferentes maneiras.

Em sua carta aos Filipenses o apóstolo Paulo parece encorajar seus leitores a não permitirem que as diferenças nas formas fossem instrumentos de divisões na igreja: “Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão no Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões, completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa. Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros” (Fl 2:1-4).

Como membros do corpo de Cristo e como discípulos/as de Jesus, vamos permitir que nossas diferenças sejam bênçãos a serem usadas para a Glória de Deus. Que possamos focar as nossas energias na missão que Deus reservou para nós. Permitamos que Cristo brilhe através de nós para que muitas outras pessoas possam conhecer o amor e o poder de Deus.

Bispo João Carlos

Pedido de Oração - Metodista Central de Londrina

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