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COISAS VELHAS E COISAS NOVAS

"Entendestes todas estas coisas? Responderam-lhe: Sim! Então lhes disse: Por isso, todo escriba versado no reino dos céus é semelhante a um pai de família que tira do seu depósito coisas novas e coisas velhas" (Mateus 13.51-52).

No mundo evangélico atual, vemos um crescente desprezo pela história; pela tradição; pelas "coisas velhas". Isso, porém, é um tremendo equívoco. Em toda a história do povo de Deus, as "coisas antigas" são alicerces para as “coisas novas” que Deus faz no meio do seu povo.

A verdade é que lendo o evangelho de Mateus com cuidado, perceberemos que o evangelista procura mostrar que Jesus estava profundamente enraizado nas tradições de Israel, sendo fiel a elas e cumprindo cada uma delas. Mas Jesus também trazia a novidade: o evangelho da graça (veja Isaías 61 e Lucas 4). No texto acima é como se Mateus estivesse dizendo: "eu estou fazendo exatamente isso. Estou tirando, do depósito de Deus, coisas novas e coisas velhas". Olhando para esse verso podemos entender que o velho e o novo não se excluem mutuamente. Ambos são essenciais para a vida e, em especial para a vida do crente.

Se olharmos apenas para o passado (para as coisas antigas) não seremos bons escribas (interpretes da lei de Deus). Se olharmos só para o futuro (para as coisas novas) não seremos bons escribas (interpretes da lei de Deus). De fato, o bom escriba está interessadoem ambas as coisas: as antigas e as novas.

Cada uma das nossas igrejas deve ser um testemunho da herança deixada por pessoas que por ela passaram e serviram a Deus antes de nós e ao mesmo tempo deve ser um espaço que nos inspire e nos motive a continuar servindo a Deus em um tempo que é diferente e no qual Deus nos surpreende com novas formas de agir. Todo/a cristão/ã deveria ter em mente esses dois textos que demonstram como a lembrança das coisas antigas e a expectativa das coisas novas podem nos ajudar no presente:

- "Quero trazer à memória o que pode dar esperança"mLamentações 3.21 - (olhar para o passado);
- "Eis que estou a fazer coisas novas na terra" Isaías 43.19 (olhar para o futuro).

Deus o abençoe nesse mês de agosto!

Bispo João Carlos

GIGANTES CRIADOS POR NÓS MESMOS

Golias parou e gritou para as tropas israelitas: “Por que saíram todos para lutar? Eu sou filisteu, e vocês são servos de Saul. Escolham um homem para vir aqui e lutar comigo!” (I Sm 17:8), Existem gigantes que não podemos evitar. Alguns até almejamos enfrentar, como os desafios de uma velhice saudável em vez de uma morte prematura. Então, sabendo que
envelheceremos, podemos nos preparar para essa fase da vida. Ao contrário desses “gigantes obrigatórios”, dificuldades que surgem espontaneamente em nosso caminho, alguns problemas só existem porque os criamos ou imaginamos.

Gigantes evitáveis – Pense na guerra entre Israel e os filisteus. Talvez, com negociações de paz mais eficientes ou diplomatas mais competentes, os dois lados pudessem ter evitado o
confronto. O que queremos mostrar é: a história de Davi começa com a guerra entre os dois povos, mas talvez ela pudesse ter sido evitada.Nossa capacidade de negociar e chegar a acordos pode evitar guerras. Conhecer o inimigo, buscar informações e saber mais a respeito do seu opositor é mais fácil que enfrentá-lo. Na medida do possível, convença seu inimigo a entrar em um acordo. Quantas pessoas não criam problemas para si mesmos por decidirem agir sem dados ou reflexões suficientes? Saber com quem está lidando é essencial para poupar-se de confrontos que podem ser evitados e para resolver os problemas enquanto eles são pequenos.Além disso, se é bom saber se há um Golias do outro lado,também é importante descobrir pessoas talentosas no próprio exército. Pode ser que exista um Davi entre seus soldados e, por falta de liderança e atenção, você não lhe dê a chance de lutar ao seu lado.

Buscar a paz é atitude inteligente e construtiva. O conselho dos Salmos em relação a esse assunto é claro: “Afaste-se do mal e faça o bem; busque a paz e esforce-se para mantê-la” (Sl 34:14). Paulo segue o mesmo caminho: “Nunca paguem mal com o mal. Pensem sempre em fazer o que é melhor aos olhos de todos. No que depender de vocês, vivam em paz com todos” (Rm 12:17-18).

Gigantes criados – Veja os termos “gigantes” como referência a desafios ou problemas. Muitos dos gigantes que enfrentamos são criados por nós mesmos. Por exemplo, todo mundo sabe que o consumo de cigarros aumenta potencialmente o risco de câncer, mas mesmo assim muitas pessoas insistem em fumar.

Da mesma forma alguém que relaxa com sua saúde ou a gestão da carreira também está criando um gigante.Todas essas pessoas estão deixando de evitar uma guerra. Quem age assim prepara o terreno para o exército inimigo. Em suma, estão criando os próprios Golias. Esta é umas das lições mais importantes: algumas das batalhas que enfrentamos são alimentadas por nós mesmos. São germinadas em nossos próprios quintais. Muitos gigantes são criados, e eles podem ser bons ou ruins. Os ruins fomentam nossa destruição, como acontece quando negligenciamos nossa saúde, os relacionamentos, as finanças, etc. Gigantes imaginários – Algumas das preocupações que nos atormentam nunca chegam a se concretizar. Já pensou nisso? Ficamos paralisados e ansiosos diante de obstáculos que na verdade não existem. Tenha uma vida correta e sóbria para evitar os gigantes desnecessários, mas não perca sua paz imaginando tragédias. O melhor conselho a esse respeito veio de Jesus: “Portanto, não se preocupe com o amanhã, pois o amanhã trará suas
próprias inquietações. Bastam para hoje os problemas deste dia” (Mt 6:34).

Extraído do livro “Como vencer gigantes”.

A Importância do Sangue de Jesus

Sob a orientação de Deus, Moisés constrói um tabernáculo, institui sacerdotes e um sumo sacerdote (Lv 16:14 e 30).

Como era o tabernáculo?

Possuia um Átrio (externo); sala maior (Santo lugar); sala menor (Santo dos Santos); havia uma cortina que separava o Santo lugar do Santo dos Santos; dentro do Santo dos Santos estava a Arca da Aliança (Hb 9:3-5). Dentro da Arca havia: Maná, o Cajado de Arão que floresceu e as Tábuas da Lei.

Uma vez por ano o Sumo Sacerdote, no dia da expiação, entrava no Santo dos Santos com sangue pelos seus pecados e do povo. Esse sangue era aspergido no propiciatório, na cobertura da Arca da Aliança, e oferecia a Deus para o perdão de seus pecados e do povo. (Hb 9:22).

Tudo era purificado pelo sangue.

Em Gênesis 3:21 após o pecado de Adão (eles viram que estão nus) e Deus confecciona roupas com peles de animais. Para cobrí-los, sangue teve que ser derramado. Em Êxodo 2:7, 26-28, o sangue de um cordeiro foi passado nos umbrais das portas.Onde havia o sangue, Deus passava por cima. Fico imaginando, esse povo merecia ser poupado? livrado? Eram melhores que os outros? Não! O mérito estava no sangue, nos umbrais da porta.

Dentro da Arca da Aliança havia:

Manah: (chegou a ser chamado de Pão Vil, revelando a murmuração do povo contra Deus). O alimento veio dos céus, mas não serviu para aquele povo. Cuidado com a murmuração!
Tábuas da Lei: Foram as primeiras tábuas que ficaram? Foi de Êxodo 20? Não, foi de Êxodo 34, após o povo fazer um bezerro de ouro, um ato terrível de idolatria.Cajado de Arão que floresceu: Foi para Deus manifestar Sua glória? Não, foi diante de uma rebelião do Corá e sua família (levita que quis ser mais que Móises e promoveu uma rebelião. Deus lida com isso diretamente (Nm 10:17). Na prova estabelecida por Deus, o cajado que florescesse determinaria quem Ele levantou. Dos 12 cajados, só o de Arão floresceu (Nm17:1-8). Tudo isso, estava dentro da Arca da aliança, aquilo lembrava o povo e ficava diante dos olhos de Deus (Lv 16:30). O sangue purificava e perdoava Romanos 3:23-26, Paulo pregou sobre isso, João em I João 1:7; 2:2, e Pedro em I Pedro 1:18-19. João Batista olhou para Jesus e disse: "Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" .O que fazer? Confessar! Pecado confessado é pecado perdoado pelo sangue de Jesus.

Pr. Fernando Cesar Monteiro

CONSEQUÊNCIAS DE UMA VIDA APRESSADA

"Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus..."
(Salmos 40:10)

Escrevendo sobre os perigos de vivermos uma vida apressada e agitada, o escritor cristão Frank Powell afirma que somos uma geração "viciada em velocidade, obcecada pela pressa". Ele diz que "nosso ritmo está fora de controle". Buzinamos se a pessoa não sai rapidamente da nossa frente; ficamos irritados nos supermercados procurando a fila com o menor número de pessoas. O Psiquiatra Carl Jung já dizia que "a pressa não é coisa do diabo. A pressa é o próprio diabo".

Frank Powell lista algumas conseqüências da vida apressada, das quais destaco três:

1 . Uma vida a pressada destrói o nosso relacionamento com Deus:
Intimidade com Deus exige quietude; atenção e silêncio. Jesus freqüentemente se retirava para o deserto ou para o monte onde, na presença do Pai, buscava força; confiança e sabedoria para discernir entre a vontade de Deus e a vontade do mundo. E Powell conclui que, a não ser que gastemos tempo à sós com Deus através da oração, a velocidade do mundo irá distorcer nossa compreensão de Deus.

2. Uma vida apressada diminui nossa capacidade de amar o próximo:
Para Frank Powell não é coincidência que a grande passagem sobre o amor, I Coríntios 13, começa dizendo que "o amor é paciente". O amor não é rápido em se irar; o amor não se apressa em julgar. Quanto mais aumentamos a velocidade de nossa vida, menor é a nossa capacidade de amar as pessoas ao nosso redor. "Amor e pressa não podem coexistir".

3. Uma vida apressada obscurece o nosso propósito e diminui a nossa paixão:
Propósito é um termo que está muito na moda nos dias de hoje. "qual o meu propósito" é uma pergunta popular. Numa cultura apressada, o propósito de alguém é determinado pelo que essa pessoa faz! Mas a idéia divina de propósito está maisrelacionada com o que a pessoa é do que com o que a pessoa faz!

De acordo com Frank Powell, uma vida apressada procura respostas nas coisas externas. Mas a vida no compasso divino procura respostas nas coisas interiores.

Deus não se impressiona com a nossa correria. Ele não é glorificado quando assumimos tantas responsabilidades que nossa alma se afoga no cansaço e no descontentamento. Tiremos o nosso pé do acelerador. Diminuamos o compasso. "A nossa velocidade revela quem realmente está dirigindo a nossa vida".

Tenha um abençoado mês de setembro.

Bispo João Carlos

Pedido de Oração - Metodista Central de Londrina

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